28 de setembro de 2007

A volta dos mortos-vivos

É querida amiga. Hoje vamos bater um papo sobre o que eu, você e toda garota já fez ou vai fazer um dia, não necessariamente do mesmo jeito, mas com o mesmo objetivo: amor (pelo menos as garotas normais, românticas, com sentimento e com coração). Quando você está sozinha, sozinha mesmo, com o coração vazio, precisando de alguém, triste, não aparece ninguém. Suas amigas não te ligam, seus pais não te ligam, sua tia não te liga, o telefone não toca, ninguém aparece. Você tenta desesperadamente procurar alguém para um cinema, para uma volta no parque ou para jogar conversa fora, e nada. Não atendem o telefone, viajaram, não estão em casa ou têm compromisso. Você se conforma então com a solidão e assiste televisão. Pode ser domingão do Faustão, Zorra Total, etc. Você come brigadeiro ou pipoca e fica cada vez mais e mais triste. Você troca de canal e começa a assistir uma comédia romântica e chora. Chora copiosamente. Come, chora, assoa o nariz no papel higiênico e assiste o filme. Você pensa que sua vida acabou, você pensa que nunca vai ser feliz, que nunca vai aparecer alguém que preencha o vazio oco do seu coração. Você sai, fim-de-semana sim, fim-de-semana não. Você diz que vai sair "só pra dançar e beber", mas como toda garota mentirosa que se preste, você imagina que vai encontrar o grande amor da sua vida na mesa de bar, na fila do banco, no supermercado, enfim. Isso não acontece. Você fica um dia com um, agarra outro no outro dia, mente seu nome, mente seu telefone, porque sabe que aquilo lá não é o seu grande amor, de jeito nenhum. Você cai na promiscuidade, no sentido real e amplo da palavra, você se vende, quando na verdade só queria amor. Você bebe demais e age como uma vadia, porque perdeu as esperanças. Você faz muitas coisas erradas, com pessoas que não merecem. Até o dia em que você sente que depois daquilo não sabe que fim você leva, mas encontra o grande amor da sua vida, o príncipe encantado, alguém que presta, alguém que também só quer amar. Aí amiga, se prepare para a volta dos mortos-vivos, a volta das almas penadas, a volta dos que não foram. É quando você está feliz, satisfeita, está com o coração todinho cheio de amor, encontrou alguém que, se não for o amor da sua vida, é alguém que você vai lembrar pra sempre, enfim, você alcança seu objetivo, que os monstros do passado começam a aparecer. Não só os monstros, todas as pessoas que haviam sumido. Os amigos ligam, surgem convites de cinema, teatro, bar, balada, música e festa. Tudo que você precisou um dia mas não apareceu. Então você sai e encontra aquele cara com quem você tinha ficado, esbarra com outro na rua, encontra seu ex (ficante, namorado, seja o que for), e aquele cara pra quem você deu há um ano atrás (um ano!), te manda uma mensagem no celular. Não fique triste lembrando das coisas que você fez de errado querida. É hora de você expurgar seus demônios, é hora de você se vingar dos monstros que atrapalharam a sua vida, é hora de você usar todo o cinismo, todo o sarcasmo que há dentro de você e, através das palavras, acabar com eles sem direito a troco. Querida, é hora de viver. É hora de deixá-los sozinhos, fodidos, comendo pipoca em frente à TV.
* Sim, o post é baseado em fatos reais, mas acontece todo dia de diversas maneiras e com garotas diferentes. Somos o sexo frágil não por incapacidade de fazer as mesmas coisas que os homens fazem, mas por fazer as coisas por amor. E por amor somos passadas pra trás, usadas pelos monstros que atravessam o nosso caminho. É por isso que quanto mais relacionamentos uma mulher tem, mais exigente ela fica.

Nenhum comentário: